Entendendo os diferentes tipos de materiais refletivos

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Uma das principais finalidades no uso de materiais refletivos, em especial no Brasil, sem dúvidas é a sinalização viária, seja através de placas permanentes (vertical), tachões de solo (horizontal), sinalizações de alerta em barricadas, além do uso em veículos de emergência e nas faixas refletivas obrigatórias para ônibus e caminhões. Entretanto, podemos citar inúmeras outras aplicações: fitas refletivas de segurança para uniformes profissionais, sinalização de segurança industrial, naval e por que não decorativa?

Com essa variedade de possibilidades, obviamente existe um tipo de material refletivo para cada uma das aplicações, o que vamos começar a entender a partir de agora. Os materiais refletivos são formados por dois aspectos principais, que são seu grau de retro reflexão* e a composição de sua construção. A nível de grau, os materiais são usualmente separados por cinco grandes grupos, grau econômico, grau comercial, grau engenharia, grau brilhante e grau de alta intensidade. Por outro lado, os materiais podem ser construídos através de quatro principais formas de composição: Prismática com reforço de ar, prismática metalizada, microesferas de vidro incorporadas e microesferas de vidro encapsuladas.

 

Todas essas diferenciações existem principalmente para poder atender diferentes legislações nacionais que buscam regulamentar o grau de refletividade de acordo com a finalidade de uso. Como exemplo, existem diferentes exigências para sinalizações de trânsito de acordo com áreas de baixa velocidade, áreas de estacionamento, sinalização rodoviária, entre outras especificidades.

Graus

  • Grau econômico: Como o próprio nome indica, é o material de fabricação mais simples e com grau mínimo de retrorreflexão, uso multifuncional e indicado apenas para aplicações de curto prazo;
  • Grau comercial: Material para utilização exterior de durabilidade média e com retrorrefletância multidirecional;
  • Grau engenharia: Para utilização exterior de longa duração, pode ser composto tanto por microesferas de vidro como pela construção prismática; possui uma boa angulação de retrorrefletância, garantindo um retorno adequado de luz ao seu emissor;
  • Grau de alta intensidade: Material de construção prismática para utilização exterior para aplicações de longo prazo e que exigem alta intensidade de retrorreflexão, fortalecendo assim a compreensão visual de seu conteúdo;
  • Grau brilhante: Para uso externo de longa duração que exija alta intensidade de retrorreflexão e brilho, garantindo assim visibilidade a uma maior distância e com melhor compreensão visual de seu conteúdo.

Composições

  • Microesferas de vidro incorporadas: Composta por sete diferentes camadas de construção, especialmente utilizada nos materiais de grau econômico, comercial e engenharia, atingindo apenas menores intensidades de retro reflexão;

  • Microesferas de vidro encapsuladas: Material composto por nove diferentes camadas de construção, sendo utilizada nos materiais de média e alta intensidade de retrorreflexão;

  • Prismática com reforço de ar: Composta por sete diferentes camadas de construção, atinge os mais altos graus de retrorreflexão;

  • Prismática metalizada: Assim como a outra forma de construção prismática, atinge os mais altos graus de retrorreflexão para materiais de grau brilhante, sendo composta por seis diferentes camadas de construção;

 

Além desses aspectos, os materiais refletivos normalmente são disponibilizados em cores sólidas como branca, preta, azul, vermelha, amarela, verde, laranja, marrom e ainda cores fluorescentes em algumas versões.

 

*retro reflexão: Capacidade de retorno de iluminação de um material em relação à fonte luminosa.

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